O assunto do momento é a circulação de motos nos corredores de grandes cidades, mas muitos ainda têm dúvida. Veja o que há de positivo na prática.

O governador do estado americano da Califórnia, Jerry Brown, assinou no último dia 19 de agosto uma lei que torna legal motociclistas circularem pelos corredores de ruas e avenidas do estado. A nova lei põe fim a uma discussão antiga entre motociclistas, motoristas, governo do estado e estudiosos do assunto, que apresentaram motivos suficientes para a aprovação da mesma.

A medida, embora tenha parecido meio descuidada para alguns, foi tomada após vários estudos realizados pelo Centro de Pesquisa e Educação de Segurança em Transportes da Universidade de Berkeley, próxima de São Francisco. Segundo esses estudos, a diferença de tempo de frenagem é um fator determinante para a decisão, que proporcionará queda no número de acidentes e morte nas estradas californianas.

Se faz importante ressaltar, entretanto, que o funcionamento da nova lei depende, diretamente, do respeito da população para com as regras impostas pela mesma. Entre as quais a distância entre os veículos de duas e quatro rodas e a velocidade em que os motociclistas passam pelos trechos.

Pelo mundo

As regras de circulação de motos pelo corredor variam de país para país; França, Alemanha e Itália proíbem essa ação, embora as autoridades sejam tolerantes e dificilmente parem um motociclista por esse motivo. Em outros lugares, como na Áustria, é permitido andar no corredor, desde que o trânsito esteja parado; Holanda e Bélgica seguem a mesma lógica, porém controlam a velocidade em que os veículos trafegam.

No Brasil

A lei brasileira permite ao motoqueiro utilizar os corredores para se locomover, mas é preciso ter cuidado, já que, segundo o artigo 192 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o condutor de qualquer veículo não pode “deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais”. Vale ressaltar que o texto não informa qual é essa distância.