Após um período longe do país, a fabricante italiana Vespa retorna ao Brasil para se destacar no lugar que, segundo seu presidente, vive uma “scooterização”.

É inegável que ao se andar pelas ruas de qualquer cidade do país uma coisa incomum é logo percebida. A grande quantidade de scooters é um destaque no meio das mais diversas paisagens, de grandes metrópoles a pequenas cidades do interior. Obviamente que a aparição desses modelos é mais provável nos centros urbanos, já que a praticidade e conforto oferecidos por eles combinam mais com a vida corrida das capitais.

O termo que dá nome a essa post, a tal da “scooterização”, foi citado por Longino Morawski, ex-Harley Davidson e atual presidente da Piaggio Brasil (marca detentora da Vespa) ao tentar explicar os motivos de a montadora italiana optar por retornar ao país. Segundo ele, alguns estudos feitos pela própria empresa afirmam que esse processo tende a crescer ainda mais nos próximos anos. Mas não são somente os dados deles que apontam para isso.

Segundo o anuário da Abraciclo (Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), a categoria scooter passou de 29.116 unidades vendidas em 2009 para 42.491 em 2014, um crescimento de mais de 45% em apenas cinco anos. A participação do mercado – Market Share – também cresceu significativamente, de 1,84% para 2,97%, ou seja, aumentou em mais de 60%.

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Mas qual o motivo desse aumento nas vendas da categoria? Bem, primeiramente as montadoras investiram no mercado e estão trazendo cada vez mais modelos ao consumidor, fazendo com que a oferta seja grande e faça a cabeça de muitos consumidores. Além disso, o trânsito das grandes cidades fez com que muitos motoristas optassem por deixar seus carros em casa – mas sem deixar o conforto de lado –, assim chegando às scooters, que pela posição de dirigir, com as pernas juntas e o tronco reto, e a praticidade nos corretores das metrópoles convenceram até os mais céticos.

O movimento, ainda que mais claro agora em nosso país, já acontece em diversos outros lugares, principalmente na Europa, onde a população entende que um deslocamento mais rápido e sustentável, que polui menos e ainda gasta menos, merece atenção de todas as camadas da sociedade. Parece que o pensamento do brasileiro está mudando e que as montadoras estão percebendo, seria essa o início do domínio das scooters?