Se você é daqueles que não empresta nada que é seu e teme esse mundo de compartilhamento que virou tendência, é melhor repensar suas opiniões.

O mundo mudou, e a percepção da população sobre assuntos corriqueiros também. Algumas coisas que hoje são comuns seriam impensáveis há alguns anos, como empresas de refrigerante tirando o açúcar de suas receitas, carros que não precisam de motoristas e o consumo colaborativo, onde você não precisa comprar algo para usufruir do produto. Focando no consumo colaborativo, essa tendência que faz parte do dia a dia da população mundial, é interessante ressaltar, antes dos benefícios que a prática traz, o que é e como funciona.

De maneira simplificada, a economia compartilhada ocorre em uma situação em que o verbo comprar é substituído por compartilhar, emprestar, trocar ou alugar, ou seja, não existe, necessariamente, uma troca monetária ou a aquisição do produto para que haja acesso ao bem ou serviço em específico.

Os benefícios da prática são muitos e atingem tanto os envolvidos, que fornecem ou procuram o serviço, quanto o ambiente como um todo, visto que com a compra compartilhada evita-se a produção desnecessária de um bem de consumo e de sua embalagem, assim como os gastos e a poluição no transporte desse item até o consumidor final. O mundo compartilhado é um mundo sustentável.

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Mas afinal, como chegamos ao mercado de motocicletas, e o que comprova que esse serviço pode funcionar no Brasil e na América Latina?

Diversas são as empresas que resolveram apostar nesse mercado colaborativo, oferecendo em algumas cidades na Europa, como Barcelona, Madrid, Roma, Paris e Lisboa, o serviço de aluguel de scooters, onde o usuário pode baixar um aplicativo de celular, cadastrar seus dados e de seu cartão de crédito e utilizar um dos modelos disponíveis em alguns pontos espalhados pela cidade. O sistema se assemelha muito ao que já ocorre em algumas cidades com o aluguel de bicicletas, oferecido em sua maioria pelas prefeituras.

Muitos podem pensar que esse tipo de serviço só funciona em países desenvolvidos como os europeus, os Estados Unidos e o Japão, mas vários dados comprovam que o Brasil já se mostra atualmente como um dos grandes mercados de consumo colaborativo do mundo. Prova disso é que o Rio de Janeiro já é a terceira cidade com mais propriedades disponíveis em um aplicativo de anúncio e reserva de acomodações. Outros países do continente também apresentam dados consistentes de aumento nesse tipo de serviço, como o México, que tem uma taxa de crescimento de 20% por semana no maior aplicativo de caronas do mundo.

E se você ainda não acredita que possa funcionar no Brasil, mais uma novidade – o serviço já está disponível no Brasil, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Agora é só pesquisar as melhores opções e aproveitar essa novidade gastando menos!